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O que é o (not provided) no Google Analytics?

13 setembro 2012 1 Comentário

Afinal o que significa o (not provided) nas estatísticas do Google Analytics?

De há uns meses para cá uma grande parte do tráfego orgânico aparece no Google Analytics com a “palavra-chave” (not provided). Isto porque o Google resolveu não partilhar os dados de quem está logado quando usa o motor de busca. Os webmasters deixaram assim de saber as palavras-chave usadas por uma grande parte dos visitantes dos seus sites. Em vez das palavras-chave usadas por esses visitantes aparece agora nas estatísticas a “palavra-chave” (not provided). E isto acontece para uma percentagem de tráfego que pode chegar aos 40 ou 50% do tráfego total de um site.

Quando começou o “fenómeno” (not provided)?

No Brasil e em Portugal a “palavra-chave” (not provided) parece ter começado em Março deste ano. Noutros países parece que terá começado um ou dois meses antes. Veja o exemplo de um dos meus sites na imagem abaixo, veja como o tráfego “not provided” começou ali por volta do mês de Março para conquistar uma grande parcela do tráfego:


Nesse site o número de visitantes “not provided” chegou aos 40%.

O Google matou o SEO?

O estudo das palavras-chave mais usadas é muito importante para quem já tem um site ou para quem está a fazer um site. Saber quais foram as palavras-chave usadas pelos internautas nos motores de busca antes de chegarem ao nosso site é fundamental em qualquer estratégia SEO. Mas não foram só as politicas de privacidade do Google, também o facto do Firefox ter começado a usar um URL encriptado nas pesquisas (https) contribuiu para o aumento do tráfego “not provided”. Será que existe alguma forma de vislumbrar o que está dentro do buraco negro do “not provided?

Há alguma coisa a fazer?

Não temos as palavras-chave mas podemos saber quais as páginas de destino usadas pelos visitantes da parcela de tráfego “not provided”. E, na falta de melhor, essa poderá ser uma informação preciosa sobre esses visitantes.

Para ver as páginas de destino siga estes passos:

  1. Na barra lateral da plataforma do Google Analytics vá a “Relatórios Padrão / Origens de Tráfego / Pesquisa / Orgânico”.
  2. Clique na palavra-chave “(not provided)”.
  3. No botão “Dimensão secundária”, seleccione “Páginas de Destino”.

Irá obter uma tabela com o tráfego “not provided” organizado por páginas visitadas:


Agora pode pelo menos saber as páginas que esses visitantes “ocultos” visitam, e isso pode permitir inferir de forma razoável as palavras-chave que estarão a usar nos motores de busca. Para ter uma ideia das palavras-chave usadas por esses visitantes basta estudar as restantes palavras-chave do seu tráfego orgânico (as palavras que não são “not provided”), pois é razoável admitir-se que não existem diferenças significativas entre a forma como os internautas logados procuram termos no Google, e o modo como o fazem os internautas que não têm sessão iniciada. A partir das palavras-chave conhecidas pode assim extrapolar quais as palavras-chave que o tráfego “not provided” pesquisou, para cada uma das páginas de destino.

Agora você tem conhecimento de quais são as páginas de destino, o número de visitas de cada uma dessas páginas e as prováveis palavras-chave usadas para cada uma dessas páginas de destino.

Outra forma de visualizar o tráfego “not provided”

Também pode criar um relatório personalizado para visualizar facilmente aquela informação.
Para isso clique no separador “Relatórios Personalizados” e depois no botão “Novo Relatório Personalizado”. Agora só tem que definir as Dimensões, Métricas e Filtros como mostrado na imagem abaixo:


Faça guardar e sempre que quiser poderá aceder a esse relatório a partir do separador “Relatórios Personalizados”.

E você?

Já tinha reparado que uma parte das palavras-chave do seu tráfego orgânico não estão acessíveis?
Acha que é útil procurar vislumbrar este tráfego através das páginas de destino?
Conhece alguma outra técnica para lidar com esta questão do “not provided”?



1 Comentário »

  • Carlos de Mello disse:

    Avelino Lucas, fiz teu curso em vídeo aulas de CSS. Muito bom.
    Interessante esta matéria do “not provided”.
    Um abraço,
    Carlos de Mello

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